domingo, 19 de junho de 2011

Seja do mar ou da serra, se é tradicional está na mostra gastronómica de Cacela

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filipe antunes Ver Fotos »
Apresentação da Mostra Gastronomica em Cacela

Durante três semanas, meia dúzia de restaurantes da freguesia têm pratos extra e recriam os ingredientes de sempre. Atum, berbigão e javali estão entre os convidados.
Do mar à serra. Este é o epíteto que pode resumir a diversidade da terceira mostra gastronómica de Cacela, que até ao dia 3 de Julho leva os melhores temperos da avó a seis restaurantes daquela freguesia de Vila Real de Santo António.

De um simples sargo grelhado e perfumado com oregãos e flor de sal de Castro Marim (rest. Camponesa), a umas migas de tomate com peixe frito miúdo (rest. Finalmente) – ainda se lembra dos famosos joaquinzinhos ou das aranhas? –, passando pelo arroz de berbigão (rest. Rios) ou uma barriga de atum (rest. Sem Espinhas), as propostas do mar estão em maioria ou não fosse Cacela uma freguesia com uma extensa faixa litoral.


Para os mais exigentes, as carnes da serra, como o javali, podem igualmente ser encontradas num ensopado, embora para isso seja necessário trepar até à serra, à casa de pasto Fernanda e Campinas.


Também no cardápio das sugestões consistentes, o epílogo vai para as plumas de porco ibérico com puré de batata-doce (rest. Chá com Água Salgada).


De acordo com a Associação de Defesa do Património de Cacela (Adrip) e o Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela – as entidades organizadoras – a mostra gastronómica procura «recriar a alimentação tradicional das gentes de Cacela», que é o «resultado de antigas heranças ligadas à exploração dos recursos do mar, da ria e do labor nas hortas e pomares do barrocal».


Do mesmo modo, a organização quis reavivar as tradições serranas ligadas à pastorícia, ao mel e aos antigos ciclos do pão e do porco, não descurando a «utilização das ervas na aromatização dos pratos».


No capítulo das sobremesas, as sugestões começam na torta de amêndoa ou de alfarroba (recheada com laranja e ovos para amenizar), rumando depois ao pudim de mel da serra algarvia com uma redução de laranja. Pelo meio há um surpreendente (e viciante) creme de laranja com flor de sal, uma tarte de figo e um remate de um pudim de amêndoa e gila.


À semelhança dos pratos principais, para provar cada uma das sobremesas será necessário percorrer os seis restaurantes, já que cada uma das especialidades está restrita a um sítio único. As ementas foram preparadas exclusivamente para o certame e têm preços predefinidos.


Em declarações ao «barlavento», o vice-presidente da Câmara de Vila Real de Santo António explicou que, além da promoção, a mostra pretende frisar que se «come bem» nos restaurantes do concelho e que existem produtos como o atum ou as ostras e amêijoas de Cacela Velha «que têm potencialidade para afirmar o destino como ponto de referência gastronómica».


«Há muitas vezes a noção errada de que se come mal come mal no Algarve, o que não é verdade. Acontece é que no verão não existe capacidade de dar resposta à procura e isso pode traduzir-se em opiniões desfavoráveis», concluiu José Carlos Barros.

Jornal Barlavento 

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Bolo de Quentão

Ingredientes:
1 pacote de Mistura para Bolo de Aipim (450 g)
3 ovos
1 ½ xícaras (chá) de leite (360 ml)
50 g de coco ralado
1 colher (sobremesa) de gengibre fresco ralado
canela para polvilhar

Modo de Preparo:
Coloque na batedeira a mistura para bolo, os ovos inteiros, o leite, o coco ralado e o gengibre. Bata em velocidade alta por 5 minutos ou até que fique uma mistura homogênea. Despeje em assadeira (28 x 18 cm) untada e enfarinhada. Leve ao forno pré-aquecido (180°C) e asse por cerca de 35 minutos ou até que, ao espetar um palito na massa, este saia limpo e seco. Desenforme sobre o prato em que for servir quando estiver morno, polvilhe com canela em pó e corte em quadradinhos.

Esta receita é uma sugestão da Fleischmann e rende até 24 pedaços.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

PEPINOS, MAIS PEPINOS E SÓ PEPINOS...

1. PEPINOS contém a maioria das vitaminas que tu precisas diariamente. Só um pepino contém Vitaminas B1, B2, B3, B5, B6, C,
Ácido Fólico, Cálcio, Ferro, Magnésio, Fósforo, Potássio e Zinco.**

**2. Sentes-te cansado à tarde, dispensa a cafeína e come um Pepino. Os Pepinos são óptimas fontes de Vitaminas B e Carbonatos que fornecem aquela '' animação'' que dura por horas.**

**3. Cansado de ver o espelho da casa de banho embaciado depois do banho?
Tenta esfregar uma rodela de pepino no espelho, isto eliminará a neblina e produzirá uma tenra fragrância como no SPA.**

**4. As lesmas e caramujos arruínam as tuas plantas?***
**Coloca algumas rodelas de pepino num pequeno prato ou forma de lata  (não de ferro nem de alumínio ), na tua horta ou jardim, e as pestes ficarão longe toda a temporada. As químicas no pepino reagem com o alumínio para dar um cheiro detectado por humanos mas que deixam as pestes loucas e as fazem fugir da área.**
** ***

**5. Procuras uma rápida e fácil forma de remover celulite antes de ir à piscina ou praia? Tenta esfregar uma rodela ou duas de pepino
nas áreas afectadas por alguns minutos, os fito-químicos no pepino forçam o colágeno de tua pele a encolher, firmando a camada de fora e reduzindo a visibilidade da celulite. Funciona optimamente para as rugas também!**

**6. Desejas evitar uma ressaca ou dor de cabeça? Come algumas fatias de pepino antes de dormir e acordarás sem dor e sem ressaca. Os Pepinos contêm bastante açúcar, Vitaminas B e electrolises para repor os nutrientes essenciais que o corpo perde, mantendo tudo em equilíbrio, evitando ambos a ressaca e a dor de cabeça!**
>
**7. Queres evitar aquela fome à tarde ou à noitinha com alguma coisa?
Pepinos têm sido usados por centenas de anos e usados por caçadores europeus, exploradores e comerciantes como uma rápida refeição para
evitar a fome.**

**8. Tens uma importante entrevista de emprego e reparas que não tens tempo para engraxar os sapatos? Simplesmente esfrega uma fatia fresca de pepino sobre o sapato, os químicos proverão rápida e durável brilho que não somente fica óptimo como também repele água. ***
 

**9. Não tens em casa o WD-40 para consertar aquele barulhinho enjoado de uma porta a ranger? Pega numa fatia de pepino e esfrega no sítio problemático... e o rangido foi-se!***

**10. Cansado, stressado e sem tempo para uma massagem, facial ou visita ao SPA? Corta um pepino inteiro e coloca numa panela de água
a ferver, os químicos e nutrientes do pepino reagem com a água a 100º e soltam-se no vapor, criando um relaxante cheirinho que tem sido
mostrado que reduz o stress em novas mamães e estudantes durante exames finais.**


** 11. Acabaste de almoçar e vês que não tens "chewing gum" ou rebuçados de hortelã?
Pega numa fatia de pepino e espreme no céu da boca com a língua por 30 segundos para eliminar o sabor da comida, os fito-químicos matarão as bactérias responsáveis por causar mau hálito.**

**12. Procuras algo ''verde'' para limpar as torneiras, pias ou aço inoxidável?
Esfrega uma fatia de pepino na superfície que
desejas limpar, isto não só remove anos de zinabre mas traz de volta o brilho, mas também não deixa marcas e não mancham nem prejudicam as tuas unhas e mãos enquanto limpas.**

**13. Usas a caneta e cometes um erro?
Toma a casca do pepino ( o lado de fora ) e devagar usa-a para apagar o erro. Também funciona muito bem nos lápis que as crianças deixam nas paredes!!!**

Culinária mediterrânea na base de projeto da Experimentáculo

A culinária mediterrânea vai servir de base para o projeto da Experimentáculo “Ingridients of the Mediterranean” que vai reunir, em Setúbal, três dezenas de jovens oriundos de cinco países banhados pelo Mediterrâneo, incluindo Portugal. Helena Reis, cordenadora desta iniciativa, revela a intenção de, “através da culinária, se promover a multiculturalidade e os valores da igualdade”.

Durante uma semana, os jovens, com idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos, dão a provar as iguarias gastronómicas dos seus países de origem, nomeadamente do Egito, Espanha, Grécia, Itália, Portugal e Tunísia. Helena Reis salienta a “parceria essencial com a Escola de Hotelaria de Setúbal, onde os vários workshops de culinária se realizam, com a supervisão do chef Vasco Alves”.

Estes jovens vão ficar hospedados na pousada da juventude de Setúbal, onde, à chegada, vão ter uma festa de receção, de modo a facilitar a aproximação. “É muito importante que os participantes não se isolem em grupos, mas se aproximem de modo a formar um todo”, afirma Helena Reis, para quem o objetivo principal do “Ingridients of the Mediterranean” é precisamente o da “interajuda e do convívio entre pessoas de diferentes culturas e credos”.

No âmbito do Ano Europeu do Voluntariado, além dos workshops de culinária e da festa de receção, a Experimentáculo associa-se ao Banco Alimentar contra a Fome e à Cáritas, com o objetivo de oferecer aos jovens experiências de campo nesta temática do voluntariado. Madalena Reverendo, dirigente da Caritas Diocesana de Setúbal, demonstra o “interesse da associação em receber os jovens para se integrarem, durante um dia, no trabalho que a organização executa ao longo de todo o ano”.

Esta semana de eventos multiculturais culmina com um jantar realizado na Escola de Hotelaria de Setúbal, onde os 30 jovens vão poder confecionar as iguarias que aprenderam ao longo dos workshops. Este convívio é também alargado às associações de cariz voluntário que recebem os jovens no decorrer da semana, nomeadamente o Banco Alimentar Contra a Fome e a Cáritas.

Rogério Matos

quarta-feira, 25 de maio de 2011

PARA QUEM GOSTA DE FEIJOADA OU COZIDO MAS SE PREOCUPA COM O COLESTEROL‏

DICA DA LARANJA

 
PARA QUEM COZINHA
VAI UMA SUPER DICAhttp://tbn0.google.com/images?q=tbn:05j0SQBL2yf9vM:http://www.zen..pt:3000/system/0000/1240/zen_Laranja.jpg
(Se não cozinha passe a dica para quem o faz, porque só fará bem à saúde de quem come!!!!!)

Se tiver de fazer uma feijoada ou cozido à portuguesa...

Siga este conselho: coloque uma laranja inteira e não descascada (lavada sim!) na dita feijoada, cozido à portuguesa junto com as carnes...

Realmente funciona, até parece milagre, a gordura fica toda dentro da laranja, basta cortá-la para ter a confirmação.

A laranja não modifica em nada o gosto da feijoada nem do cozido que fica super light!

Experimente com um pedaço de linguiça, ferva a água, fure a linguiça com 1 garfo, coloque a laranja na panela e depois a linguiça e....

Comprove, em 5 minutos a gordura está toda dentro da laranja!
Depois frite a linguiça e veja como está deliciosa... e a panela sem gordura...

Isso poderá servir para alguém, é por isso que transmito o que aprendi.

FAÇA O MESMO, DIVULGUE A DICA JUNTO AOS SEUS AMIGOS!

http://www.studiofeeling.com.br/portfolio/img/ilustra_laranja01.jpg

 

A química das “Sopas, Caldos e Mezinhas”

O Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (UC) acolhe o segundo encontro de «Sopas, Caldos e Mezinhas – a Química no tempo dos nossos avós», um projecto de recolha verbal de saberes ligados à culinária e à medicina populares, promovido pelo Museu e pelo Instituto de Estudos de Literatura Tradicional (IELT), que decorre depois de amanhã, a partir das 15 horas.

Novas histórias sobre o uso de animais na cura de doenças e a famosa doçaria do Convento do Carmelo de Tentúgal serão dadas a conhecer ao público. A entrada é livre, mas recomenda-se inscrição prévia.
Luís Ceríaco, biólogo e investigador do Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência, é o primeiro interveniente a tomar a palavra para falar do uso da fauna em remédios. Gordura de cobra para aliviar dores reumáticas e lambidelas de cão para sarar uma ferida são exemplos, apontados pelo investigador, do uso de animais na cura de doenças.

“Mas existem muitos outros exemplos”
, acrescenta Luís Ceríaco. “Urina de humano para curar picadas de abelha, óleo de ratinhos fritos para curar dores de ouvidos e picadas de escorpião para combater o cancro eram práticas recorrentes”. Contudo, o investigador deixa o alerta: “se algum destes usos tem fundamento científico, existem outros que podem ter, efectivamente, efeitos bastante nefastos para a saúde humana”.

Segundo Luís Ceríaco,
“estes usos ainda podem ser encontrados em regiões do interior do país, onde as populações ainda recorrem às mezinhas e ensinamentos dos seus avós para curar doenças”.

A Confraria dos Pastéis de Tentúgal marca, novamente, presença em
«Sopas, Caldos e Mezinhas» para partilhar mais histórias do Convento do Carmelo. Olga Cavaleiro, presidente da Associação dos Pasteleiros de Tentúgal, explica que, devido à importante função social que o Convento sempre desempenhou junto da população, "cozinhar foi uma actividade constante na vida das irmãs carmelitas”.

A presidente salienta que,
“após a entrada do exército francês na vila, foram as reservas de farinha de trigo do Convento que mataram a fome a pobres e ricos”. Olga Cavaleiro justifica a importância da divulgação das histórias do Convento do Carmelo de Tentúgal com a necessidade das populações conhecerem “quem deu vida a este espaço e soube criar doces tão maravilhosos como os pastéis de Tentúgal”.

«Algumas ervas da Amazónia»
 e «Pele: mapa do céu e da terra», sobre o capítulo de Dermatologia do espólio de medicina popular «Artes de Cura e Espanta-males», recolhido por Michel Giacometti, são temas que também estarão em análise neste encontro.

Este projecto, inserido nas comemorações do Ano Internacional da Química, vai continuar a recolher histórias e saberes tradicionais relacionadas com a Química até ao final do ano.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Sabores do Caldeirão


É no Caldeirão, o das cozinhas e da serra que se preparam os sabores 'serrenhos', a que se junta um inédito ‘rali -candy’, que um dia não são dias e, com a Páscoa por perto, há que encher o alforge de amêndoas tenras, uma receita única.
Os ‘Sabores do Caldeirão’ da terceira edição da quinzena gastronómica de São Brás de Alportel, estarão disponíveis já a partir de dia 9 e até 25 de abril, em sete restaurantes do concelho.
À prova dos que não dispensam esta cozinha de inspiração mediterrânica em que se usa o azeite, se tempera com ervas aromáticas e se utilizam produtos da época, estarão, para além das escolhas na ementa, o menu ‘Sabores do Caldeirão’ que consta de 1 entrada, 2 diferentes pratos principais um deles de borrego, para cumprir a tradição da Páscoa, acolitados por sobremesa e vinho, ambos do Algarve.
A nossa sugestão vai para o menu do Restaurante Vila Velha, que oferece como entrada Bombom artesanal de queijo, figo lampo e presunto com mousse de mel de rosmaninho.
Nos pratos principais, a opção é a Fornada de borrego assado com tomilho e alecrim sob cama de citrinos ou o Ninho de açorda de bacalhau e grão-de-bico, perfumado com poejos da serra da Mesquita.
Para a sobremesa, a proposta assenta na Trilogia de sabores serranos regados com aguardente de dióspiro de Santa Catarina. A escolha no vinho recai no rótulo Barranco Longo.
Tenha-se em atenção, ao optar por esta sugestão, que o Vila Velha encerra ao domingo, com a exceção do dia de Páscoa.
O restaurante está na situado na Rua Gago Coutinho, em São Brás de Alportel e, para informações ou reservas pode usar o telefone 289 098 520 ou o mail aqui.
Basta seguir este link para ter acesso a outras informações sobre os outros sete restaurantes que também prepararam as suas versões dos Sabores do Caldeirão ou, em alternativa, consulte o folheto em anexo.

A Rota dos Doces 

Já é antigo o anátema que a gulodice é um pecado, descontando os atuais sensatos conselhos nutricionais. Mas há alturas em que, às grandes tentações, vale a pena ceder com doces pecados.
Por isso, aos “Sabores do Caldeirão” junte-se um roteiro de doces regionais, com destaque para a doçaria da época pascal, para descobrir, saborear ou oferecer.
Fica aqui a nota: pergunte em todo o lado até encontrar as amendoas tenras, o ex-libris de São Brás de Alportel e uma receita da terra.
Igualmente incontornável é a Quinta do Tesouro no Sítio do Tesoureiro onde está instalada a Tesouros da Serra, uma pastelaria/fábrica, a cerca de 1 km da vila, na estrada em direção à Pousada.
Na Quinta dos Tesouros, uma das estrelas é o morgado serrano, em que a gila se combina com os fios de ovos e a amêndoa, num verdadeiro luxo de sabores.
As leves bolachas de amêndoa e mel, ou então de alfarroba, são outras das criações que se podem encontrar na casa de Fátima Galego.
Estarão disponíveis, Páscoa oblige, amêndoas cobertas coloridas ou as outras, mais tradicionais, de açúcar torrado, e pacotes de bolos variados à medida das ofertas que nesta época são obrigatórias.
Não faltarão os conhecidos D. Rodrigo, de fios de ovos, as mais variadas tartes, os simpáticos bonecos de pasta de amêndoa, as estrelas de figo, a aguardente de medronho e o licor de alfarroba sempre excelente companhia das doceiras tentações 'pecaminosas'.
Na Quinta dos Tesouros pontifica uma portentosa oliveira que pelas características terá atravessado muitos séculos e, só por si, justifica o passeio ao Sítio do Tesoureiro.
Para quem tem mesmo uma atração fatal pelos doces, e quer reviver sabores de infância, a doceira Maria Teresa Silva, (Rua António Rosa Brito, n.º 69 na vila de São Brás de Alportel, Tel 962 918 337) fabrica os pirolitos.
No folheto em anexo descobre ainda os lugares onde se poderão saborear os folares da Páscoa, as filhoses e mais alguns sabores tradicionais de doces confecionados à base de mel, alfarroba, figo e amêndoa.
Um verdadeiro rali-candy, por entre os palacetes da vila aninhada no sopé da Serra do Caldeirão.

Conceição Branco

terça-feira, 5 de abril de 2011

Três pratos de Alcoutim concorrem às “7 Maravilhas da Gastronomia”

A Câmara Municipal de Alcoutim apresentou na passada sexta-feira, três pratos da sua gastronomia ao concurso “7 Maravilhas da Gastronomia”, organizado pela EIPWU.
Esta entidade é a organizadora de todos os concursos 7 Maravilhas que aconteceram em anos anteriores – “Novas 7 Maravilhas do Mundo”, “7 Maravilhas de Portugal”, “7 Maravilhas Naturais de Portugal”, “7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo”.

As "7 Maravilhas da Gastronomia" vão divulgar e promover o património gastronómico nacional, reconhecido e apreciado em todo o mundo pela sua diversidade, pelos sabores únicos e qualidade dos produtos com que os pratos são confecionados.


As artes culinárias constituem um património intangível, testemunho da nossa identidade cultural, e são fator decisivo na escolha de Portugal como destino turístico.


O ponto de partida é a gastronomia tradicional, mas a evolução na forma de confecionar e a abordagem contemporânea dos grandes chefs não será esquecida.


A ementa vai ainda incluir os ingredientes, os produtos, os protagonistas e as regiões.


As 7 Maravilhas a eleger vão refletir todas as componentes da boa mesa portuguesa, associadas a regiões que as representam, e será seguramente um roteiro imperdível.


As receitas alcoutenejas que se candidataram a este concurso são o Cozido à Montanheiro (ou Jantar de Grão), o Ensopado de Enguias e a Perdiz à Algarvia.


Os pratos apresentados por Alcoutim representam as potencialidades gastronómicas deste município, valorizando o interior rural da Serra do Caldeirão, rico em história e tradições populares, o Rio Guadiana, como fonte de riqueza e de subsistência das comunidades locais, e a caça, que tem sido ao longo dos tempos um recurso do território.


Os pratos apresentados têm de ficar entre os 70 apurados a nível nacional, resultado conhecido já no dia 07 de abril.


Os 21 finalistas são apresentados a 7 de maio e só depois se abre o concurso a votação pública por SMS, chamada telefónica, internet (www.7maravilhas.pt) e facebook.


A votação decorre até 7 de setembro e os 7 vencedores são revelados a 10 de setembro, numa cerimónia única, a transmitir em direto a partir de Santarém pela RTP.

In: barlavento 

quinta-feira, 17 de março de 2011

Voltas do Caldeirão

Cheiros de Primavera empurram-nos para as ‘voltas’ do Caldeirão, por boas estradas que serpenteiam por entre o luxo da Natureza, a caminho de provas únicas da gastronomia serrana de Tavira
O melhor é aproveitar este “Março, marçalhão, de manhã inverno e de tarde verão”, porque é a altura em que toda a serra do Caldeirão está tingida de rebentos verdes, a primavera antecipada que o Algarve nos oferece.
Para as comidas, o pretexto é o Festival da Gastronomia Serrana de Tavira, já na sua oitava edição, pelo que ficam aqui as diversas alternativas à escolha, que se podem adaptar às voltas do seu passeio.
No Sítio Montes e Lagares, em Santa Catarina da Fonte do Bispo, o restaurante "O Constantino" aposta na jardineira de javali ou no galo estufado.
No restaurante "Monte Velho", também em Sta Catarina, mas na Umbria, a aposta será na Caçarola mista de aves com frutos silvestres.
Na "Mesa do Cume", na Alcaria do Cume, há Favas à algarvia, com chouriço e toucinho entremeado, e na sobremesa as Rabanadas de bolo de massa de pão, com molho de medronhos.
No Hotel rural "Quinta do Marco", nas Hortas, mas só por reserva, estarão disponíveis Almofadinhas de porco preto com castanhas.
A “Herdade da Corte”, no Sítio da Corte, oferece Cozido de grão da Herdade como prato alternativo, ou Frango à moda da serra com migas e salada.
No Sítio da "Almargem" e no restaurante com o mesmo nome a Espetada de porco ibérico com xarém e a Trilogia de frutos regionais da sobremesa são apelativos.
Haverá mais sugestões gastronómicas e uma nota especial para os vinhos que acompanharão as ementas especiais do festival, também eles oriundos de regiões demarcadas do Algarve.
Para uma escolha de acordo com os apetites de cada um, no documento anexo (PDF) encontrará os contactos, as orientações e GPS para localizar os restaurantes, e ainda os dias do festival que se inicia este fim de semana e se prolonga até 10 de abril.
Fique ainda a saber que o Festival está associado ao movimento Slow Cities e ao conceito Slow Food que defende critérios de qualidade alimentar e valorização da cozinha tradicional e dos produtos locais.
Tavira, a menina bonita do Gilão
Como o nome indica, o festival decorre sob o signo da serra, a do Caldeirão que, tal anfiteatro, protege o Algarve das nortadas frias e contribui decisivamente para o clima morno e apelativo de que se usufrui na maior parte do ano.
Até não calha mal “perder-se” antes de chegar à mesa, porque a paisagem merece.
A outra opção de passeio é um ‘banho’ de cidade até porque durante o evento há a possibilidade de visitar, gratuitamente, as exposições patentes, no Palácio da Galeria o museu municipal.
Tavira mira-se no espelho líquido do Rio Gilão, ciosa do património e da beleza natural envolvente.
Nestes dias luminosos apetece deambular na cidade, à descoberta dos seus tesouros arquitetónicos, que nos falam de história e de lendas mouriscas.
Entre os múltiplos pontos de interesse, há o castelo, com vistas panorâmicas sobre a urbe e os campanários das igrejas. A ponte romana atravessando o rio espelho do casario com os telhados em tesoura. Os horizontes de praia e mar, encastrados no cenário privilegiado da Ria Formosa.
A descoberta da história, temperada de produções humanas com valor histórico e artístico, permite dizer que Tavira é cidade de arte e história, incontornável no roteiro da arte de bem viver no Algarve.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Descobrir ou redescobrir a Ria Formosa

Esta é uma boa altura para ir à descoberta das surpresas da Ria Formosa que, caprichosa, muda a cada maré. E aportar em Cabanas de Tavira, na marginal onde se pode comer o que a Ria dá
A marginal de Cabanas ganhou nova vida após a recuperação, mas por esta altura não é muito difícil encontrar espaço no restaurante Jerónimo e Noélia, em que avultam os sabores do mar. D. Noélia faz alquimia com os tachos, e dali saem propostas irrecusáveis.
Entre elas, biqueirões fritos com migas de tomate, ou o polvo trapalhão com batata doce, que junta dois ex-libris do Algarve, o primeiro provavelmente oriundo da vizinha Santa Luzia e a segunda das terras de Aljezur.
Canja de amêijoas, filetes de peixe galo com açorda de conquilhas, pataniscas de polvo ou arroz de lingueirão, são boas apostas, entre uma lista que é bem composta.
O ambiente é simpático e informal, há zona para fumadores e aceitam-se reservas pelos telefones 281 370 649 ou 968 534 971. A casa fica situada Edifício Cabanas-Mar, na marginal.
Fique a saber-se que Cabanas só surgiu porque havia pesca do atum, para a qual eram necessárias as ditas, para recolher artes e aparelhos e onde viviam os pescadores, desde que a partir de 1734 foi fundadas a Armação dos Mares de Tavira.
As cabanas situavam-se a levante, junto da barra, e as referências da altura ao local utilizam o topónimo Cabanas da Armação.
Pelo nome se justifica a razão do Forte de S. João da Barra construído em 1656 pelo Conde Val de Reis. A função de defesa foi hoje pacificamente substituída pela indústria da paz, o turismo.
Ir até ao forte na ponta leste da marginal pelo passadiço sobre o mar, é um ótimo passeio que pode estender-se até à praia de Cabanas, que se estende a oeste, num areal imenso.
Esta é também uma boa oportunidade para alugar um barco-taxi (960170789) e andar a flanar pelo canal, à coca das aves marinhas, ou simplesmente apreciando os canais sinuosos, onde surge do mar a resistente vegetação que segura as ilhas. Afinal estamos no Parque Natural da Ria Formosa, uma das 7 maravilhas naturais de Portugal. Mais palavras para quê?

Conceição Branco

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Restaurante Mussiene

Desta vez, a citação não exagera. Viver como um paxá, usufruindo de bons sabores, melhores vinhos e deambular por entre o tom moreno do grés. A boa vida no Algarve. Uma oferta única. 
Junte-se um chef que o Guia Michelin premiou em 2008, com o prémio “Bib Gourmand” , mais um vinho vencedor da medalha de ouro na 11.ª edição do concurso mundial “Wine Masters Challenge”, que decorreu no Estoril de 26 a 29 de Março,onde estiveram disponíveis 72 marcas em 2007, e temos uma dupla de crescer água na boca.
O restaurante Mussiene, nos arredores de São Bartolomeu de Messines (Silves, Algarve), dirigido pelo chefe David Coelho, vai iniciar um ciclo de jantares vínicos para exaltar a imprescindível harmonia entre os mundo s gastronómico e vínico,e criar uma sinfonia que combina percepções de natureza sensorial distinta.
O primeiro repasto é já a 29 de Outubro, sexta-feira, pelas 20h00m. A ementa?
À chegada, há Surpresas do Chefe, que se adianta em confidência ser Bruscheta de presunto e tomate, acompanhadas pelo Paxá rosé 2009.
Perna de frango assada com risotto de grelos, com um tinto da Quinta do Outeiro, surge como primeiro prato.
Após o tira gosto, um sorbet de lima, há bochechas de porco com esmagada de batatas, bacon crocante e rúcula selvagem, que o tinto Paxá 2008 acompanha.
Para sobremesa, mousse de chocolate branco com molho de frutas silvestres e massa folha, ‘aspergida’ pelo vinho Quinta do Alqueva, colheita tardia de 2005.
São aceites reservas (Tel 282339357 ou TM 918831456) e o preço do jantar é de 25 euros. O Mussiene fica no Monte de São José, em São Bartolomeu de Messines.
O jantar vínico conta com a presença de Ricardo Borges, engenheiro agrónomo da Quinta do Outeiro (Silves), que apresentará os vinhos Paxá e Hermínio Sanona da Decante Vinhos, que em parceria com o Mussiene organiza estes repastos.
Noutros dias, com exceção da segunda feira, dia de descanso, a oferta passa , por exemplo, pelos Miminhos de coelho com cogumelos do bosque e rúcula, Vieiras salteadas com brunesa de legumes e Raio de polvo com salada algarvia, nas entradas.
Nos peixes, há que provar Asa de raia com molho de alho e coentros com pão frito e na carne o Ossobuco estufado com gnocchis. Gelados caseiros e crème brûlée, são tentações de sobre mesa.
Uma cozinha de autor de inspiração mediterrânica, cuja prova pode ser antecipada por um passeio descontraído em Messines, cujo nome original era precisamente... Mussiene.
Localizada na encosta do chamado Penedo Grande, rodeada de hortas, pomares e cursos de água, esta é a terra do poeta João de Deus, cuja casa museu merece visita, passando pela pitoresca Rua do Remexido (o Zé do Telhado das bandas do Sul).
É digna de referência a Igreja Matriz (século XVI), com um amplo adro, que se destaca dos outros edifícios pelo contraste entre as paredes brancas e a cantaria em grés vermelho escuro, uma pedra que marca o tom moreno de toda a vila. No interior, observe-se o retábulo em talha dourada, o púlpito com escadaria em mármore da região e imagens religiosas dos séculos XVI a XVIII.
Para um passeio um pouco mais prolongado, a bela Xilb do Palácio das Varandas, citada nos poemas de Al mutamid do livro “Mil e uma noites” fica a cerca de uma dúzia e meia de quilómetros.
Em Silves, a muralha que rodeia a Medina e o castelo, construídos pelos árabes (a pedra de grés sempre omnipresente) contrasta no seu tom de terra com a alvura das paredes da antiga Sé cristã, recentemente recuperada.
Dois mundos que se entrecruzam – o cristão e o islâmico - traduzindo a cultura de síntese do Algarve: tolerante e cosmopolita.